«O BOM LIVRO É AQUELE QUE SE ABRE COM INTERESSE E SE FECHA COM PROVEITO»

AMOS ALCOTT

Balanço de 2010 e Objectivos/Desafios para 2011

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

| | | 3 Páginas
Antes de mais, queria desejar a todos os que visitam aqui este cantinho Um Bom Ano Novo!!! Que entrem todos com o pé direito e que este ano seja ainda melhor que este anterior!


Balanço de 2010 e Objectivos/Desafios para 2011:
Bom, comecemos pelo inicio, ou seja, 2010:
O único desafio a que me propus para este ano foi conseguir atingir os 50 livros!... Posso dizer desde já que foi algo que não consegui concretizar ficando-me apenas pelos 35 livros... Mas uma vez que o numero que estabeleço no inicio do ano serve apenas para motivação e não como obrigação, não o ter atingido não é mal maior…

No entanto, foi o ano em que li mais géneros literários! Foi um ano com grandes livros e algumas surpresas! Ao todo, nem foi um mau ano a nível literário! O meu top é de 10 (+/-) em 35 o que é positivo.

Top:

- Invisível, de Paul Auster
- Tim, de Colleen McCullough
- Siddartha, de Herman Hesse
- A Herança Bolena, de Philippa Gregory
- A Ilha, Victoria Hislop
- Ensaio sobre a Lucidez, de José Saramago
- Saga do Assassino, de Robin Hobb
- Os Pilares da Terra, de Ken Follett
- Os Homens que Odeiam as Mulheres, de Stieg Larsson
- A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo, de Stieg Larsson


E agora 2011!:
Neste ano pretendo estabelecer mais desafios do que no ano anterior, com o objectivo de abrir horizontes e crescer como leitora.
Todos eles, ou pelo menos a maior parte, foram pensados tendo em conta os anos anteriores.

E os desafios/objectivos serão os seguintes:
- Comprar no máximo 12 livros (em média 1 por mês);
- Acabar 2011 com menos de 171 livros por ler (de modo a diminuir a actual pilha);
- Ler tantos (10) ou mais géneros literários que em 2010;
- Ler pelo menos um livro em inglês (o único que tenho por casa é o Dracula...)
- Ler mais autores portugueses (aqui queria ler mais de autores que já conheço, experimentar pelo menos mais dois autores novos, sendo um deles António Lobo Antunes)
- Ler pelo menos um Nobel (Estava a pensar em Mario Vargas Llosa)
- Ler pelo menos um novo escritor latino-americano (Gabriel Garcia Marquez, talvez)
- Tenho a colecção d'Os Cinco por casa - e queria ler alguns!...
- E agora, Importante: Não começar mais sagas ou trilogias (o que não invalida ler as que já tiver comprado). Este, confesso, será talvez dos pontos mais difíceis! Mas... Humm...Vá...Quem é que eu estou a tentar enganar?! Se calhar só uma?! xD
- E por fim, volto a estabelecer o desafio dos 50 livros! Mas mais uma vez, é só um numero!...

Tudo isto são apenas desafios pensados e estabelecidos por mim, de modo a tentar ganhar alguma coisa com eles! Contudo, não tenciono que me limitem ou definam o ano em termos literários! No entanto, vou fazer por cumpri-los o melhor que puder!

A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo

| | | 1 Páginas
Sinopse:«Neste segundo volume da trilogia Millennium, Lisbeth Salander é assumidamente a personagem central da história ao tornar-se a principal suspeita de dois homicídios. A saga desenvolve-se em dois planos que se complementam e só a solução do primeiro mistério trará luz ao segundo: Há que encontrar os responsáveis pelo tráfico de mulheres para exploração sexual para se descobrir por que razão Lisbeth Salander é perseguida não só pela polícia, mas por um gigante loiro de quem pouco se sabe.»


Acabei agora este segundo volume da Trilogia Millennium e ainda estou a tentar recuperar o fôlego! Completamente alucinante!

Bem, mas tentando pôr as ideias em ordem e começar pelo inicio:
Neste segundo volume temos Lisbeth Salander a ocupar o papel central do trama ao ser acusada de triplo homicídio! Entretanto, Mikael Blomkvist continua o seu trabalho como editor na revista Millennium, onde se preparam para editar outra grande Bomba: um artigo e livro de um dos seus freelancers relacionados com tráfico de mulheres e exploração sexual, desmascarando várias figuras públicas! No entanto, quando Lisbeth é acusada do assassínio do autor do livro e da sua namorada (amigos de Mikael), Blomkvist acredita firmemente na sua inocência e inicia uma investigação tentando encontrar o verdadeiro assassino!
Ao longo de toda a investigação, quer policial, que por parte de privados, encontramos alguns amigos de Lisbeth, verdadeiros amigos!, que apesar de não conhecerem o passado dela e serem apanhados desprevenidos com as revelações dos jornais e da policia, continuam a acreditar na sua inocência e fazer o que estiver ao seu alcance para poder prová-la! Apesar de ser tão associal e tão "esquisita", tão diferente, podemos ver que tem verdadeiros de amigos, mesmo que consciente ou inconscientemente faça por afastá-los!

Confesso que o inicio do livro foi um bocadinho mais parado! O que para dizer a verdade não me incomodou particularmente. Primeiro porque já estava um bocadinho à espera, porque no primeiro, apesar de page-turner, no inicio não foi obsessivo! Achei que o mesmo sucedeu aqui! E segundo: uma vez que li tantas páginas de seguida e estava, mesmo assim, tão embrenhada na leitura que rapidamente passei esse momento inicial e depressa me vi o meio do caos! Assassínios, investigações, suspeitas, esquemas! E é aqui que começa a corrida para caçar Lisbeth e o torneio pela verdade! Um jogo perigoso em que temos de pensar muito bem sobre todas as jogadas e os seus riscos!
Somos brindados com Mistérios, Surpresas e Reviravoltas (numa dose reforçada) que me apanharam totalmente desprevenida e que me fizeram cair o queixo - nem fazem ideia como!
É suspense até ao fim!
Stieg Larrson tem, sem duvida, um dom! E se a partir de certo ponto se torna totalmente viciante e impossível de pousar, o final faz-nos esquecer de respirar!!!
Mais uma vez, as coisas não são exactamente aquilo que parecem!

As personagens continuam neste volume completamente reais e credíveis e Larsson, tal como anteriormente, coloca-nos numa posição em que vemos tudo isto como completamente possível!


Brilhante! Viciante! Credível! Breathtaking!
Um thriller excelente, sem dúvida!!!

Parto agora para o terceiro volume! Até porque o final deste segundo não deixa opção possível senão mesmo a leitura do livro seguinte!

Os Homens que Odeiam as Mulheres

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

| | | 1 Páginas
Sinopse: «O jornalista de economia Mikael Blomkvist precisa de uma pausa. Acabou de ser julgado por difamação ao financeiro Hans-Erik Wennerstom e condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das suas funções na revista Millennium. Na mesma altura, é encarregado de uma missão invulgar. Henrik Vanger, em tempos um dos mais importantes industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da família Vanger. Mas é óbvio que a história da família é apenas uma capa para a verdadeira missão de Blomkvist: descobrir o que aconteceu à sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer. Blomkvist aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem Lisbeth Salander. Uma rapariga complicada, com tatuagens e piercings, mas também uma hacker de excepção. Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander mergulham no passado profundo da família Vanger e encontram uma história mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar.»

De maneira geral não gosto muito de policiais! É o género literário que menos leio e que dificilmente me vejo a comprar. Aliás, faz quase 3 anos desde a última vez que li um... Talvez não tenha começado com o melhor pé e a verdade é que ainda não experimentei grandes nomes como Agatha Christie e Sir Arthur Conan Doyle.
Contudo, e apesar deste meu pouco interesse por este género literário peguei nesta obra de livre e espontânea vontade. Vi o filme quando este saiu e gostei bastante, chamando-me então à atenção para a trilogia Millennium a que resolvi dar uma hipótese. E só posso dizer uma coisa: Touché!

Não consigo explicar bem o meu desinteresse por policiais, mas simplesmente não me cativam... No entanto, há que reconhecer um bom livro quando se vê um! E, policial ou não, "Os Homens que Odeiam as Mulheres" foi um dos poucos que me fez ler noite dentro até às 4, 5 da manhã e obrigar-me a pousá-lo para ir dormir!


Temos então a história de Mikael Blomkvist, um jornalista económico, que se vê metido numa trapalhada tremenda, onde depois de expor um grande empresário e ver que toda a informação era falsa, é acusado de difamação e condenado a três meses de prisão! É, juntamente com Erika Berger, fundador da revista Millennium, onde publicou o artigo que o levou à cadeia, e de forma a não prejudicar ainda mais a revista decide afastar-se por uns tempos. No entanto, é nessa altura que recebe uma proposta de um importante industrial, Henrik Vanger. Vanger convence então Mikael a aceitar o trabalho, onde tem como função descobrir quem assassinou a sobrinha-neta do industrial, Harriet Vanger, há quase quarenta anos atrás. No entanto, a sua verdadeira missão é mantida em segredo e para a população de Hedeby, o jornalista tem apenas como função escrever uma crónica familiar da familia Vanger! No decorrer desta investigação junta-se a Mikael Blomkvist, uma jovem invulgar e que não se encaixa na sociedade, Lisbeth Salander!


Eu já tinha visto o filme e como tal já sabia o desfecho, contudo, posso mesmo assim assegurar que é um final que não esperamos!
Toda a história é um puzzle e só a pouco e pouco é que conseguimos juntar as peças e solucionar o mistério!
Achei as personagens bastante consistentes e reais. Foi portanto fácil criar uma ligação com os protagonistas e não nos irritarmos perante a estupidez deles, antes pelo contrário! Estamos na presença de personagens bastante inteligentes e perspicaz, onde chegam a pensar mais rápido que nós, não nos deixando espaço para desesperar enquanto descobrimos algo 15 folhas antes deles, como tantas vezes acontece!


Lisbeth, a minha personagem preferida, é bastante complexa! Uma inadaptada social mas muito especial! É bastante reservada e como tal existem ainda muitas perguntas não respondidas! Pode ser rígida quanto aos seus princípios e não ver as coisas nem funcionar da mesma forma que o resto da sociedade, mas é uma personagem forte e engenhosa que aprendeu a cuidar de si própria sozinha, devido a um passado bastante turbulento! Duma profundidade e complexidade incrível!

A família Vanger é muito peculiar, do mais complexo e disfuncional que existe, com lutas e ódios acesos entre vários membros da família, levando a um clima de incrível tensão e desprezo! Todos dizem abertamente o que pensam, mas no entanto, terríveis segredos foram escondidos durante décadas!

A resposta a todo este mistério é muito mais complexo e sombrio do que esperavam e também bem mais perigoso e macabro! Portanto há um grande "BUM" a explodir sobre a cabeça do leitores!
Todo o livro são reviravoltas, reviravoltas e mistérios! Respostas onde menos se espera!
Um livro onde nada nem ninguém é exactamente aquilo que parece!!!


Só posso mesmo dizer que este livro me agarrou e satisfez bastante!
Foi lido a um ritmo alucinante e mais que um page-turner este livro vicia-nos e não nos deixa pousá-lo até chegarmos à ultima palavra!
Recomendo!!!

Gostei mesmo bastante e os restantes dois serão lidos, de certeza!

Prendinhas de Natal...

domingo, 26 de dezembro de 2010

| | | 0 Páginas
Aqui estão as minhas últimas aquisições!
Um Obrigada ao Pai Natal! =P













- Harry Potter e a Ordem da Fénix, de J. K. Rowling
- Harry Potter e o Príncipe Misterioso, de J. K. Rowling
- Harry Potter e os Talismãs da Morte, de J. K. Rowling
(e o vício continua... eheh)
- Hotel Mundo, de Ali Smith

Eeee...!


- John Lennon nunca morreu e outros contos fantásticos, de Catarina Coelho!
(com direito a dedicatória ^^ Um enorme obrigada à Catarina!)

E mais uma vez, se estiverem interessados em adquirir um exemplar têm toda a informação disponível aqui, =D







Portei-me bem este ano =P


Ah! Eu sei... Venho um bocadinho atrasada mas... BOAS FESTAS!, pessoal!!!

John Lennon Nunca Morreu, de Catarina Coelho

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

| | | 0 Páginas
"John Lennon Nunca Morreu e outros contos fantásticos" é uma obra da autoria de Catarina Coelho, a ser publicada pela Chiado Editora!
Aqui vos deixo então a capa e algumas sinopses parciais, disponíveis na contracapa, para "abrir o apetite"!
O livro será apenas lançado para o ano, no entanto está já disponível para venda através do blogue dedicado à obra. Toda esta informação está disponível no blogue, assim como mais detalhes em relação à venda do livro, novidades e curiosidades!
Para acederem ao blogue basta clicar aqui.
Está ainda disponível uma página no facebook (aqui) onde poderão seguir o livro!


Sinopses parciais (texto da contracapa):

Este livro apresenta sete contos que conjugam fantasia, magia, sobrenatural e improvável. Entrando directamente na mente e nas emoções das personagens, cada história procura ser, ao mesmo tempo, visão imaginária e reflexo de sentimentos.

John Lennon nunca morreu - A história de um fã entusiástico dos Beatles, que não se conforma com a grande perda sofrida pela música com a morte de John Lennon e decide fazer alguma coisa quanto a isso.

A Troca - Stella e Charlotte vivem perto de uma floresta ancestral. Nela, existem forças que reinam soberanas. E desafiá-las pode ter consequências inesperadas…

Pequenos demónios - Após anos de ausência, a protagonista deste conto regressa à casa onde cresceu e descobre como o passado, que julgava completamente morto e enterrado, pode tornar-se assustadoramente vivo e presente.

O Sacrifício - Um monge cristão chega a um território onde a fé é a dos velhos deuses e o choque com a nova crença é inevitável. Quando o amor acontece e ameaça abalar a velha ordem, homens e deuses vêem-se envolvidos numa disputa cujo preço pode ser demasiado alto…

E nada mais importa - Mesmo quando o coração se julga nulo e insignificante, o bem que fazemos pode dar sentido a toda uma vida e um simples gesto de caridade pode fazer toda a diferença...

Espelhos - Elizabeth odeia a hipocrisia que reina entre os convidados para o baile de Whitestone, a forma como escondem entre sorrisos e cortesias os seus maiores defeitos. Mas, um dia, será ela a organizadora desse baile e decidirá preparar para os seus convidados uma surpresa que eles nunca esquecerão…

Espírito da Natureza - Em Green Oaks, celebra-se a festa das colheitas, junto do castelo do senhor daqueles domínios. Mas os festejos são perturbados por um acontecimento misterioso, que abalará a paz daquela terra e fará a comunidade perceber que há forças maiores em jogo…


Digam lá se não dava uma boa prendinha de Natal?!.. Eu já mandei vir o meu exemplar!

Vida Interrompida

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

| | | 1 Páginas
Sinopse: «Susanna Kaysen, 18 anos, após uma sessão com um psiquiatra a quem nunca vira antes, foi metida num táxi e enviada para o hospital de McLean. Passou quase dois anos no pavilhão para jovens adolescentes desse hospital psiquiátrico, tão famoso pela sua clientela de celebridades - Sylvia Plath, Robert Lowell, James Taylor e Ray Charles - como pelos métodos progressistas de tratamento a quem se podia dar ao luxo de pagar aquele santuário.
O relato de Kaysen junta o horror e a percepção crítica aos brilhantes retratos que traça das suas companheiras e guardas. É uma evocação dramática de um "universo paralelo", numa paisagem caleidoscópica e mutável. Vida Interrompida é um documento clarividente, inflexível, que confere uma nova dimensão às nossas definições de sanidade e insanidade, de doença mental e recuperação.
Kaysen não se propõe fazer moral nem impor pontos de vista; deixa esse julgamento ao rigor das palavras, ao poder da escrita e ao silêncio entre os capítulos.»

Esta é a história de Susanna Kaysen, um registo autobiográfico, contado na primeira pessoa. A vida de Susanna, durante os dois anos que esteve internada, é-nos contada em analepses, não seguindo por isso uma linha temporal rigorosa e dando liberdade à autora para saltitar no passado – o que poderá por vezes causar alguma confusão e desorientação. A acção decorre nos Estados Unidos dos anos 60, no hospital psiquiátrico McLean.

Susanna Kaysen aos 18 anos, após uma tentativa de suicídio, foi diagnosticada com uma doença de carácter ou doença de personalidade e por isso internada numa unidade psiquiátrica.
Os capítulos são bastante curtos, o que acelera, só por si, o ritmo de leitura, e neles são retratados momentos e situações que Susanna viveu enquanto esteve internada e onde a narradora nos mostra a grande guerra que trava – consigo mesma!

Neste livro é-nos mostrada então a realidade de um hospital psiquiátrico (privado – e faço referencia a isto porque acredito que seja relevante, pelo menos a nível das condições) onde Susanna se encontra internada com outras mulheres que acabam por se tornar suas amigas – Polly (esquizofrénica), Cynthia (depressiva), Georgina (esquizofrénica) e Lisa (sociopata).
A autora mostra-nos então neste registo esta realidade, que chega a designar como universo paralelo:
“É fácil entrar num universo paralelo. Há tantos: o mundo dos loucos, dos criminosos, dos deficientes, dos moribundos, talvez dos mortos também. São mundos que coabitam com o mundo e que se lhe assemelham, mas que não estão nele.”

Achei muito interessante ver relatado nua e cruamente a realidade de um hospital psiquiátrico, sem grandes floreados e com uma ponta de humor negro – que apreciei bastante.
Confesso que se não soubesse que isto se passava nos anos 60 poderia muito enquadrar o decorrer da história nos tempos de hoje.

Ler este livro e colocar-me no lugar da protagonista fez-me colocar várias questões que também ela colocou a si própria e foi claramente visível a existência de uma linha muito ténue que separa a insanidade e a sanidade e que é bastante difícil de traçar ou definir! Gostei muito do debate interno e das reflexões pois também a mim me fizeram pensar. E mesmo na questão do suicídio chega a ser elucidativo em alguns aspectos. Para além de que foi assustador conseguir compreender aquela mente, levando-me por momentos a perguntar “Estarei também eu louca?”.

Apesar de não ser bem o que esperava inicialmente e de certa forma não ter sido muito chocada com as situações – sendo neste aspecto mais leve do que o que pensava – aquilo que me foi apresentado a nível psicológico compensou bem esse facto.

Resumindo: Gostei muito!
(Também já vi o filme e confesso que apesar de todo o elenco, do qual gostei bastante, a adaptação ficou aquém do que esperava e está, sem duvida, muito díspar da obra. E, por isso, não me impressionou nem agradou por aí além).

E deixo aqui algumas passagens que apontei:
“A minha fome, a minha sede, a minha solidão, o meu tédio, os meus medos (…) faziam-me sofrer, mas retirava imenso prazer do meu sofrimento. Eram a prova da minha existência.” (pág. 42)

“Colheres de lata, amolgadas, a transbordar de algo que devia ser doce mas era amargo, e que partia, que passava, sem o saborearmos: as nossas vidas.” (pág. 55)

“Esses pensamentos tiveram outrora um significado. Devem ter significado o que as palavras diziam. Mas a repetição embotou-os. Tornou-os música de fundo gravada de temas autodestrutivos.” “Endógena ou exógena, inata ou suscitada – eis o grande mistério da doença mental.” (pág. 77)

“De certo modo, éramos livres. Tínhamos chegado ao fim da linha. Não tínhamos mais nada a perder. A nossa privacidade, a nossa liberdade, a nossa dignidade – tudo isso desaparecera. Estávamos reduzidas ao âmago de nós próprias.” (pág. 91)

“Se as nossas famílias deixassem de pagar, nós deixaríamos de poder estar e éramos lançadas, nuas, ao mundo onde deixáramos de saber viver. Passar um cheque, fazer um telefonema, abrir uma janela, fechar uma porta – eram apenas algumas das coisas que todas nós esquecêramos como se faziam.” (pág. 92)

“Se eu, que dantes me revoltava, estou agora tão longe do meu eu louco, vocês que nunca se revoltaram, quão distantes estarão, e quão mais profunda não será a vossa revolta?” (pág.117)


O Ano Tem Doze Homens

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

| | | 0 Páginas
Sinopse: «Pia escreve horóscopos para uma revista feminina e tem uma vida confortável ao lado do seu namorado Stefan. Mas o dia de Natal tem para a jovem planos muito diferentes daqueles que ela traçara; planos que incluem um relógio frito, um anel inoportuno e uma intempestiva saída de casa. Tudo piora quando Stefan se apaixona por outra mulher. Pia decide então reinventar-se. Para isso, faz uma aposta com a sua melhor amiga: Pia, a astróloga, envolver-se-á com um representante de cada signo; está, contudo, proibida de se apaixonar… o que não é assim tão simples, porque encontros de uma noite podem ser mais do que mera diversão. Além disso, os sentimentos de Pia têm sempre a mania de se meter pelo meio. Depois de doze meses de astrologia romântica, as estrelas parecem estar finalmente bem posicionadas e, nessa altura, Pia vai ter de tomar a mais importante decisão da sua vida.»

Este livro foi-me aconselhado por uma grande amiga minha, a Carina (e meu hotspot! xD) com a promessa de uns quantos momentos divertidos!

Temos então a história de Pia, uma astróloga, de vinte e oito anos, que ao ser deixada pelo namorado faz uma aposta com a melhor amiga em como consegue ter na sua cama um homem de cada signo no decorrer do ano, comprometendo-se também a não se apaixonar por nenhum deles; caso contrário, perderá a aposta e terá, por isso, de fazer uma tatuagem de um sapo com dentes no rabo.

O livro passar-se-á então ao longo de um ano, no qual Pia faz por cumprir e ganhar a sua aposta; e, onde escreve na sua coluna na revista XX, onde trabalha, pormenores destes seus encontros. Por vezes, contudo, torna-se difícil para Pia de não se apaixonar pelos homens com quem dorme, pois acaba por ser mais do sexo.

Eu tenho que confessar que não sou perita nestes assuntos do amor e afins, contudo, e parece-me a mim, que alguém responder assim a uma provocação e fazer uma aposta destas apenas para fazer ciumes ao namorado é completamente infantil!
E, após um ano com estas aventuras sexuais reportadas na primeira pessoa por Pia aos seus leitores, algumas do mais inacreditável e surreal que há, Pia consegue por fim, reconquistar Stefan, o ex-namorado, por quem continua irremediavelmente apaixonada. Mas não é que três páginas depois o troca simplesmente por outro? O.o (Isto não é grande spoiler, porque infelizmente já estamos bem à espera disso)

Bom, long story short, achei a personagem principal super infantil para uma rapariga de vinte e oito anos e superficial!, chegando a levar algumas situações ao ridículo apenas por falta de bom senso!
Em relação às restantes personagens: Considerei a maior parte delas melhores que a protagonista (excluindo, claro, algumas conquistas sexuais) apesar da geral superficialidade. Tanja, a melhor amiga de Pia, foi contudo a minha personagem preferida - do mais surreal que há - surrealidade essa que tanto me chateou nas outras personagens, e isto porque Tanja acaba, mesmo assim, por ser a personagem mais consistente delas todas...

Ok, mas vamos lá, nem tudo é mau!
O livro foi-me emprestado com a promessa de uns momentos bem passados e de algumas gargalhadas. A verdade é que nesse aspecto nem me posso queixar, pois divertir-me bastante, nem que fosse por não achar possível que tal situação sucedesse!

Mas não posso deixar de dizer que acabou por se ler muito bem, e é, de facto, um livro mais light, simples e engraçado com o qual podemos passar umas horas divertidas, sem grandes exigências...
É uma obra-prima? As personagens vão ficar para sempre comigo? Não! Sem dúvida alguma, mas não deixa de ser uma boa leitura alternativa, que nos permite a rir e desanuviar um bocadinho.

Harry Potter e o Cálice de Fogo

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

| | | 3 Páginas
Sinopse: «Harry Potter nem quer acreditar na sua sorte! Afinal não vai ter de aturar os Dursleys até ao início do seu quarto ano em Hogwarts. Graças à taça Mundial de Quidditch vai passar os últimos quinze dias de férias na companhia dos Weasleys e do seu amigo Ron. Mas a verdade é que nem tudo vai correr pelo melhor para o nosso herói. Quando Harry começa a sentir a sua cicatriz a doer terrivelmente, sabe que Lord Voldemort está de novo a rondá-lo e a ganhar poder. A marca da morte, que apareceu no céu, não pode significar outra coisa...Entretanto, este é um ano muito especial para Hogwarts, pois é lá que se irá realizar o célebre Torneio dos Três Feiticeiros, no qual Harry vai desempenhar um papel decisivo e que quase lhe irá custar a vida!! Pela segunda vez, Potter vê-se frente a frente com Voldemort, e ele sabe que o maior desejo do poderoso senhor das trevas é vê-lo morto...»

Bom, o que dizer sobre este livro?

Humm... Eu acho que se nota uma evolução nas personagens, também seria de esperar não é?, uma vez que estão a crescer!..
É um livro maior que os anteriores, acho que já o posso considerar até mais complexo e onde tudo se interliga. Se é certo que isso já acontecia nos volumes anteriores, neste é mais notório como tudo acontece de certa forma por um motivo e no fim tudo faz sentido.

Em relação ao enredo e às personagens:
Pessoalmente, até achei que o livro se leu muito bem, excepto algumas situações que simplesmente senti a arrastarem-se, mas num todo não foi muito significativo.
Houve momentos em que me apeteceu desatar ao estalo aos três protagonistas que passaram mais tempo zangados e com birrinhas do que outra coisa, mas lá conseguiram ficar bem uns com os outros antes de perder a paciência.
Ainda me lembrava de algumas coisas (como o Cedric e os dois campeões de Howgarts) embora de muito pouco, por isso, e embora já soubesse o destino do Cedric não pude de deixar de simpatizar bastante com ele e revoltar-me na mesma. Por outro lado, neste volume tive muitas coisas que me deixaram de boca aperta, totalmente apanhada de surpresa, o que foi bom. Ainda assim, e apesar de termos o momento porque tanto ansiávamos, considerei o confronto entre o Harry e o Voldemort pouco credível, mas pronto.

A Rita Skeeter, matou-me! xD Ela pode ter dado cabo dos nervos a toda a gente, mas eu diverti-me imenso com a personagem e com os seus artigos! E no final, (e mais uma vez, eu adoro a Hermione, mesmo!) ela bem que teve o que merecia!

Moody Olho Louco, bom, adorei a personagem, embora no fundo não fosse bem ele, não é? Mas o que eu me fartei de rir quando ele transformou o Malfoy em furão e ainda respondeu à McGonagall na maior das calmas quando ela lhe perguntou o que estava a fazer, que estava a ensinar! LOL Foi das personagens mais interessantes ao longo do livro e que me proporcionou muita diversão mesmo, safando o Harry dos disparates e dando umas quantas aulas irreais!

Depois, tivemos a descoberta de várias coisas sobre as personagens que já conhecíamos, ficando a conhecer melhor Dumbledore, Hagrid e o Snape (or so I think...). No entanto, e apesar de várias descobertas e de todo o jogo que é feito ao longo do livro onde só se resolvem certos mistérios no final, acho que ainda ficámos com algumas perguntas por responder, o que certamente motiva a pegar no próximo volume.

Ah, e uma atençãozinha para os elfos domésticos, e mais uma vez, em especial o Dobby, são simplesmente adoráveis, do mais querido que há!


Enfim, não posso propriamente dizer que estou desiludida, porque não estou e ainda passei bons momentos, mas a verdade é que em certos aspectos esperava mais e não considerei este livro à altura do anterior!


Não tenho muito mais a dizer... a minha leitura da saga por enquanto fica-se por aqui, mas acho que agora é que as coisas vão começar a aquecer, ou pelo menos foi com essa ideia que fiquei no final do livro, onde finalmente temos o regresso do temido Voldemort.

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

sábado, 4 de dezembro de 2010

| | | 2 Páginas
«Daquela vez Harry Potter não conseguira conter-se. Quebrara uma das regras principais de Hogwarts - não exercer técnicas de feitiçaria fora dos muros da escola. Mas aquela detestável Tia Marge merecia permanecer umas boas horas suspensa no tecto da sala dos Dursleys inchada como um balão. Além disso já faltavam poucos dias para recomeçar as aulas. Mas o seu terceiro ano não irá ser fácil. Da prisão de Azkaban fugira o feroz Sirus Black, um dos mais fieis seguidores do assustador Lord Voldemort para o qual Harry Potter continuava a ser o alvo favorito.»


Começa a tornar-se complicado, ao ler todos os livros de seguida, de expressar a minha opinião sem me tornar repetitiva e sem dar grandes spoilers.

Não há assim, portanto, muito a dizer. Achei este livro melhor que o anterior sim :) Um bocadinho mais dark, com mais acção e mistério, e claro, reviravoltas! No entanto, e isto é o que me chateia em ler livros cuja história já conheço, não me senti surpreendida!

Todavia, considerando apenas o livro em si: Gostei muito e depois de três livros de Harry Potter continuo a ser agarrada pelas palavras de JKRowling. Apesar de um bocadinho mais dark, não deixa de ser um livro juvenil e por isso, continuo a poder aproveitar a leveza que lhe é característica. E continuo a dizer que gosto imenso do humor da autora - é óptimo poder ler um livro que nos faça rir!

A nivel de personagens, neste livro:
O Harry continua a não ser das minhas personagens favoritas, não sei, às vezes acho-o um bocado incoerente. O Ron e a Hermione - nada a apontar, espero que continuem assim, começo a gostar cada vez mais deles!. O Snape: Ok, reconheço que neste volume ele foi particularmente detestável xD Dumbledore; Cada vez gosto mais deste homem! Grande personagem, mesmo! (e porque será que as citações que retiro do livro são sempre falas dele? *.*)
De personagens novas, tempos Lupin e Black! Gostei bastante de ambos! Lupin, sem duvida o melhor professor de Defesa Contra As Artes Negras (e qual é a cena com os profs desta disciplina? xD Vai haver algum que se aguente por mais de um ano?). Bom, do Black não tenho muito a dizer, gostei da personagem - grande sentido de lealdade alimentado também pela vingança. Tem uma história triste e injusta mas não deixa mesmo assim, de à sua maneira de ser bonita. Quero mais desta personagem (mas infelizmente já sei o destino que lhe espera).

Bom, uma reflexão da saga até agora: Estou a gostar, sem duvida que sim! Consigo de certa forma perceber a euforia que se gerou em torno desta saga que acabou por se tornar um fenómeno mundial. No entanto, e apesar de saber que é uma saga juvenil e não esperar mais dela do que isso mesmo, não posso deixar de pensar que possivelmente teria apreciado muito mais a história se a tivesse lido um pouco mais nova ou pelo menos, antes de ver os filmes.
Mas vamos ver o que me aguardam os próximos volumes!

Harry Potter e a Câmara dos Segredos

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

| | | 4 Páginas
Sinopse: «Os dias de Verão com os Dursleys estavam a tornar-se insuportáveis. Harry Potter já não gostava muito de muggles, mas o pior é que tinha de passar os seus dias de férias em casa dos muggles mais muggles de todo o planeta e arredores. Não havia maneira de voltar para a sua querida escola de feitiçaria... E ultimamente mesmo esse regresso se encontrava ameaçado, pois duende Dobby não cessava de o avisar de que algo terrível o aguardava em Hogwarts... Nada mais nada menos do que a revelação dos misteriosos e ameaçadores poderes da câmara do segredos!»


Confesso que deste filme já não me lembrava de praticamente nada e como tal, acho que a minha leitura não foi muito influenciada pelo o que eu já pudesse saber.

Neste livro, temos Harry e os amigos de volta a Howgards para um segundo ano lectivo.
Reencontramos amigos e encontramos novas personagens que tanto podemos odiar, adorar ou simplesmente partilhar da irritação dos protagonistas. Penso que o livro até começou bem, onde ficamos a conhecer Dobby - um elfo doméstico simplesmente adorável - e onde de seguida ainda me diverti com a fuga de Harry!..
Foi interessante ficar a conhecer melhor a família Weasley e até ao regresso a Howgards o livro leu-se muito bem. No entanto, tenho de confessar que a partir de certo ponto, apanhei alguns momentos que considerei mais parados e que senti a arrastarem-se.
O final, desta vez, consegui prever, não porque me lembrasse dele, mas porque já sabia quem era Tom Riddle.

Não foi um mau livro, mas a verdade é que não o apreciei tanto como o anterior… No entanto, continuou a ser um bom livro, ainda embora que juvenil, claro. E se há algo que aprecio nesta saga é a escrita da autora: simples, fácil, fluida e com algum humor pelo meio, que sabe sempre bem.

Um comentário em relação às personagens que me esqueci de fazer na opinião anterior:
Harry – Gosto dele, embora não seja das minhas personagens preferidas, mas aprecio-lhe a determinação. Contudo, por momentos ainda não sei bem que opinião formar devido a alguns pensamentos e atitudes distintos e opostos ao longo do livro.
Ron – Acho-o engraçado. Aprecio sobretudo a sua lealdade até agora.
Hermione – Uma das minhas personagens preferidas! Gosto do seu lado nerd, que por vezes tanto irrita os protagonistas, e da sua forma de ser: sensível, vulnerável, leal aos seus amigos e muito engenhosa xP… Gostei das ideias, dos esquemas e dos planos! ^^ Quem diria, Miss Granger!..
Dumbledore – Também é das minhas personagens favoritas! Creio que até agora ainda não o conheço suficientemente bem mas gosto da sensação de segurança e força que transmite! (e uma notinha para a sua Fénix – adorei a Fawkes :D)
McGonagall – Apesar daquele ar rígido tem um lado sensível. Acho que esta é daquelas personagens com quem acabamos por simpatizar embora não possa justificar o porquê.
Snape – Outro dos meus favoritos. Acho que devo ter um fraquinho pelos badguys lool… embora não consiga explicar o porquê, simplesmente gosto dele. E apesar de até agora ser detestável, não sei (há de ter coração, ou não?)… Enfim, gosto dele e pronto!
Lockhart – Por favor! O homem tirava-me do sério LOL… Desde o inicio que era visível que era um idiota e um charlatão! E não há melhor exemplo para a expressão “o feitiço virou-se contra o feiticeiro”! xD
Gémeos Wealsey – Adoro-os! Adoro! Acho-lhes imensa piada aos disparates e sempre me fazem rir!
Malfoy – Pronto, que há a dizer? Um bom par de estalos não lhe havia de fazer mal nenhum loool..
Ah, e Hagrid – Também gosto muito dele. De fora pode parecer um bocadinho bruto mas é um coração doce!

E pronto, é isto, acho eu!... Foi bom! Não tão bom quanto esperava, sim, mas apesar do que pensava a meio do livro, deixou-me na mesma com imensa vontade continuar!

Parto então para o “HP e o Prisioneiro de Azkaban” com as expectativas em cima :)

Harry Potter e a Pedra Filosofal

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

| | | 3 Páginas

Sinopse: «Harry Potter, o personagem dos livros de J. K. Rowling, não é um herói habitual. É apenas um miúdo magricela, míope e desajeitado com uma estranha cicatriz na testa. Estranha, de facto, porque afinal encerra misteriosos poderes que o distinguem do cinzento mundo dos muggles (os complicados humanos) e que irá fazer dele uma criança especialmente dotada para o universo da magia. Admitido na escola Howgarts onde se formam os mais famosos feiticeiros do mundo, Harry Potter irá viver todas as aventuras que a sua imaginação lhe irá proporcionar. »

Quando parti para esta leitura acho que já sabia para o que ia, especialmente tendo visto todos os filmes há medida que estes iam estreando.
Uma vez sabendo então o que me esperava não me surpreendi nem me desiludi com o facto de encontrar um livro juvenil, antes pelo contrário!, e posso dizer desde já que apreciei bastante a leitura.

Com todos os filmes vistos é de todo impossível não conhecer a história e ao iniciar um capítulo não saber o que irá acontecer. No entanto, tendo visto o filme há 9 anos atrás, acho que me esqueci de pormenores suficientes para apreciar bastante esta leitura: a verdade é que há cenas de que me lembrava de forma diferente – o que poderá dever-se à adaptação, mas uma vez passado tanto tempo não posso ter a certeza – e outras de que não me lembrava de todo… E mais!, por incrível que pareça fui enganada na mesma durante o livro inteiro, porque não me lembrava do final e como tal caí que nem um patinho, seguindo sempre o raciocínio dos protagonistas! Além disso, adorei conhecer de novo as personagens – vendo-as agora numa perspectiva diferente!

Desta forma, acho que o livro só perderá no factor novidade, não sendo no entanto culpa sua, uma vez que já conhecia as linhas gerais da história. Contudo, tenho de admitir que embora seja uma leitura leve, simples e juvenil, agarrou-me a cada página, chegando, apesar de tudo, a ser difícil de pousar o livro, onde fui ainda presenteada com alguns momentos de humor nos quais ainda soltei algumas gargalhadas!

Resumindo, gostei bastante =D e parto já, com entusiasmo, para o segundo volume!